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Convocação para Reunião do Conselho Deliberativo em 20/9/16
EDITAL DE CONVOCAÇÃO DO CONSELHO DELIBERATIVO DO YACHT CLUB DE ILHABELA
REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA
Nos termos do Artigo 62, inciso II, alíneas “a”, “b” e “d” cumulado com o inciso VIII do Artigo 64, do Estatuto Social, convoco, respeitosamente, os Senhores Membros Efetivos do Conselho Deliberativo do Yacht Club de Ilhabela para Reunião EXTRAORDINÁRIA, que deverá ser realizada no próximo dia 20 de setembro de 2016, terça-feira, às 18:00 horas, em primeira convocação e às 18:30 horas, em segunda convocação, ficando sem efeito a data anterior, sendo que a reunião será realizada na Sede do Yacht Club de Ilhabela em São Paulo, Avenida Brigadeiro Luis Antonio nº2729,conjunto 1010, na SALA CONSELHEIRO FERNANDO JOSÉ BERGO RODRIGUEZ, para tratar da seguinte Ordem do Dia:
a. Apreciação e votação das atas de reuniões anteriores;
b. Autorizar a realização da obra do Píer da subsede de São Sebastião, deliberando sobre a previsão orçamentária e autorizando à Diretoria a contratação dos serviços pertinentes à edificação, fixando a respectiva verba de contribuição e rateio associativo.
c. Deliberar sobre taxa de contribuição relativa (suplementação de verba) à construção da piscina e fase II da sede de Ilhabela.
Fica convocado, ainda, o Conselho Fiscal para comparecer à reunião e emitir parecer a respeito dos itens “b” e “c”, da pauta, conforme determina o Artigo 70, inciso III do Estatuto Social.
Certo da presença dos Senhores Conselheiros, que seguramente qualificarão a reunião,
São Paulo, 12 de setembro de 2016
MARCO ANTONIO FANUCCHI
Presidente do Conselho Deliberativo
Classe C30 mostra competitividade e promete boas disputas no próximo fim de semana

Se tem uma classe participante da terceira etapa da Copa Suzuki que não tem do que reclamar do último final de semana de regatas em Ilhabela é a C30. No sábado, ventos constantes de 15 nós e no domingo, um pouco mais fracos, mas igualmente constantes, na casa dos 10 nós, embalaram as disputas na raia do Canal de São Sebastião e proporcionaram “pegas” emocionantes para os velejadores.
“Foi um final de semana incrível. Sem dúvida as regatas mais disputadas que já corremos”, comenta o comandante do veleiro Kaikias, Felipe Echenique, atual terceiro colocado na etapa, que nem por isso deixou de se entusiasmar com o resultado:
“Para nós a participação foi muito boa. Na Semana de Vela, não fomos muito bem por alguns fatores, inclusive de tripulação. Nesta etapa estávamos com tripulante novo, um time mais entrosado, fatores que colaboraram para uma boa performance. A classe está muito disputada, pequenos detalhes são importantes e manter uma tripulação constante ajuda muito a evitar os pequenos erros que, somados, fazem toda diferença”.
Mauro Dottori, comandante do Caballo Loco, que vinha na liderança, sofreu com a ausência de dois tripulantes fundamentais para a equipe: “para nós isso foi fatal, sem dúvida, o que não tira o mérito das outras equipes que velejaram muito bem em regatas muito disputadas.
“Os barcos ficaram muito muito próximos. Tivemos altos pegas na raia, a dissonância realmente foi o nosso barco, que também estará desfalcado no próximo final de semana. Uma pena, pois vamos nos distanciar no campeonato, mas, isso é a vela e faz parte. Agora, a última velejada foi ótima. A C30 continua numa boa”, resume Mauro.
Ricardo Apud, do +Realizado, segundo colocado na etapa, faz coro com os demais e comenta que “as regatas foram muito disputadas. Talvez tenha sido o final de semana mais disputado que já tivemos na Classe C30 e regularidade é tudo.
Fomos bem no primeiro dia de regata, porém nos perdemos um pouco no domingo com duas largadas ruins, o que prejudicou o nosso desempenho pois tivemos que fazer regatas de recuperação e isso é complicado em função do equilíbrio das equipes.
Dá para pensar em buscar uma primeira colocação nas próximas regatas, mas é bastante complicado. Temos que focar em fazer o nosso lado. O barco esta muito rápido e temos barcos próximos. O Kaikias evoluiu muito é se tornou mais uma preocupação para os demais. O Caballo Loco teve um final de semana não muito bom, mas tanto eles como o a equipe do Barracuda têm condições de ganhar regatas e é preciso estar atento”, completa Ricardo Apud.
Humberto Diniz, comandante do Barracuda, sente um pouco o fato de estar na quinta colocação, mas confirma que na C30, tripulação é tudo: “a gente velejou com apenas três tripulantes constantes, montamos uma nova tripulação em cima da hora e isso faz diferença. As regatas na raia ali na baía de Caraguá tem mais ou menos um percurso definido. Não tem muito o que inventar, assim, a tripulação mais entrosada vai levar vantagem”, analisa.
“Nós pretendemos, no próximo final de semana, melhorar nossa posição. Quero ficar entre os três primeiros, não da etapa, porque é mais difícil, mas pelo menos nas próximas regatas. Agora, mesmo independente do resultado, velejar no C30 é muito bom, uma grande emoção e diversão”, finaliza.
Quem deve ter mesmo sentido esta emoção toda de ser praticamente imbatível neste primeiro final de semana foi a equipe Caiçara, de Marcos de Oliveira Cesar, que venceu cinco das seis regatas disputadas: “viemos com dois novos tripulantes e, com eles, resolvermos nos reinventar alterando as funções de quase todos da equipe visando uma otimização que, parece, por hora está funcionando”, comenta Marcos.
“Estamos contentes com os resultados, mas nenhuma das regatas nos permitiu um favoritismo. Contamos com bons acertos na tática, o que em duas regatas nos garantiu a vitória. A classe C30 é muito competitiva e não permite nem pequenos erros.
Para manter a liderança o líder tem que fazer o melhor, pois todos têm as mesmas chances, já que os barcos são iguais e os adversários tem nível elevado e semelhante”, finaliza o comandante do Caiçara.
A competição prossegue no próximo final de semana, dias 17 e 18, quando serão conhecidos os campeões da etapa.
A Copa Suzuki Circuito Ilhabela de Vela Oceânica tem organização do Yacht Club de Ilhabela, patrocínio da Suzuki Veículos, copatrocínio da B&G Instrumentos Náuticos, apoio da NorthSails, Revista Mariner, Revista Ancoradouro, Rádio Antena 1, Balaio de Ideias Fotografia e Comunicação e Prefeitura Municipal de Ilhabela.
Copa Suzuki: terminam as regatas do primeiro final de semana

Com a participação de 30 embarcações das classes C30, HPE25 e RGS, o primeiro final de semana da 3a etapa da Copa Suzuki terminou neste domingo em Ilhabela com a realização de 6 regatas para as duas primeiras classes e quatro para a RGS.
O vento leste de cerca de 10 a 12 nós levou as regatas deste domingo para o extremo norte do Canal de São Sebastião e o tempo quente e ensolarado foi perfeito para uma agradável velejada.
Na classe C30, o destaque ficou com a performance da equipe Caiçara, de Marcos de Oliveira César, que venceu cinco das seis regatas do primeiro final de semana, assumindo a liderança da etapa com apenas 5 pontos acumulados e bem à frente do segundo colocado, o +Realizado, de Luiz Apud, (12 pontos). Logo atrás, com 13 pontos, o Kaikias, de Felipe Echenique.
Mauro Dottori, comandando o Caballo Loco e Humberto Dinis, com o Barracuda, terminaram em quarto e quinto, respectivamente, com 17 e 21 pontos.
Na RGS a surpresa do final de semana foi a excelente performance do Montecristo, que simplesmente venceu todas as quatro regatas realizadas, somando 4 pontos. Regularidade semelhante mostrou o Inaê-Transbrasa, que igualmente “cravou” a segunda colocação em todas as regatas e terminou este primeiro final de semana com 8 pontos.
Na terceira colocação ficou o My Boy, com 16 pontos no total e contabilizando dois terceiros, um quarto e um terceiro lugar nas quatro regatas.
Já na HPE 25, o Ginga, de Breno Chvaicer, não deixou o seu favoritismo de lado e conquistou cinco vitórias em seis regatas. Uma terceira colocação na penúltima regata quebrou a sequência de vitórias, o que não impediu a equipe de assumir a liderança da etapa, com cinco pontos (já contando com o descarte da pior colocação).
Fernando Haaland, comandando o Repeteco, conquistou a segunda colocação, com 9 pontos acumulados. Em terceiro, o Bond Girl, de Rique Wanderlei, somando 13 pontos.
A competição prossegue no próximo final de semana, dias 17 e 18, quando serão conhecidos os campeões da etapa.
A Copa Suzuki Circuito Ilhabela de Vela Oceânica tem organização do Yacht Club de Ilhabela, patrocínio da Suzuki Veículos, copatrocínio da B&G Instrumentos Náuticos, apoio da NorthSails, Revista Mariner, Revista Ancoradouro, Rádio Antena 1, Balaio de Ideias Fotografia e Comunicação e Prefeitura Municipal de Ilhabela.
Copa Suzuki: 3a etapa começa com vento e boas regatas

A terceira etapa da Copa Suzuki começou neste sábado com a realização de três regatas para as classes HPE e C30 e duas para a RGS. Ventos na média de 15 nós e temperatura na casa dos 20º garantiram um dia de boas velejadas.
Foi assim com o Ginga, líder geral da HPE25, do comandante Breno Chvaicer, que cravou três vitórias nas três regata do dia . Em seguida, o Repeteco,de Fernando Haaland, que conseguiu três segundos lugares nas regatas. Mantendo a mesma regularidade o Bond Girl, de Rique Wanderlei, chegou em terceiro em todas as regatas do dia.
Na Classe C30, o Caiçara, de Marcos de Oliveira Cesar, conquistou a liderança da etapa ao chegar em primeiro em duas regatas e garantir o terceiro lugar, na última.
O +Realizado, de José Luiz Apud, com uma vitória, um segundo e um terceiro lugar, garantiu a segunda colocação no primeiro dia de regatas.
Em terceiro, com dois segundo-lugares e uma quarta colocação, ficou o Kaikias, de Felipe Echenique.
Já na RGS foi o Montecristo, de Julio Chechetto, que saiu à frente vencendo as duas regatas do dia. O Inaê-Transbrasa, de Bayard F.Umbuzeiro Filho, foi o segundo colocado, ao chegar na segunda posição nas duas regatas.
Em terceiro, na classe, o My Boy, de Lars Muller, com um terceiro e um quarto lugares nas regatas do dia.
Amanhã, domingo, prosseguem as regatas da etapa que termina no próximo final de semana, aqui no YCI,
YCI sediou palestra sobre diesel marítimo

O YCI sediou, na noite desta sexa-feira, 9 de setembro, um workshop sobre diesel marítimo, promovido pelo posto de combustíveis D/Confiança e a Risel combustíveis.
A palestra foi ministrada por técnicos e engenheiros da Petrobrás, que expuseram os.tipos, características e as diferenças entre o diesel comum e o diesel marítimo, principalmente as razões do porque usar o marítimo em relação ao primeiro em motores de embarcações.
Apalestra focou também nas informações a respeito do diesel Verana, um diesel marítimo diferenciado, disponível exclusivamente no eixo Rio-São Paulo.
A equipe respondeu as dúvidas de comandantes, marinheiros e mecânicos e, ainda, como cortesia da Risel Combustíveis, operadora do posto D/Confiança aqui ao lado do YCI, foram sorteados brindes entre os participantes, que também puderam trocar ideias em um animado coffee break montado no auditório do YCI.
Confira as fotos do evento:

Seguro YCI 2016/2017
São Paulo, 20 de Agosto de 2016.
Prezado associado,
Como acontece em todos os anos, durante o segundo semestre, você está recebendo a cobrança do valor a ser pago pelos seguros do clube no período 2016/2017.
Todos os associados vão contribuir para o rateio do seguro do patrimônio do clube e de responsabilidade civil sobre os diversos serviços e eventos abertos a todos. Em adição a isso, os associados que possuem vagas na Marina e ou embarcações sob a guarda do clube vão pagar o rateio do seguro de responsabilidade civil da guarda das embarcações, proporcionalmente a área ocupada, em vaga em seco e molhada.
Em suma, com esta metodologia, obtivemos como resultado para o cálculo do rateio do seguro patrimonial e de responsabilidade civil do clube um valor de R$ 204,18 por associado, contra R$ 222,27 em 2015, ou seja, uma redução de 8,14 % em relação a 2015.
Os associados enquadrados na categoria de veteranos pagarão sua parcela dentro dos mesmos princípios, e os associados especiais de 16 a 21 anos pagarão o seguro proporcional a sua contribuição social.
E, adicionalmente, os associados que possuem vaga na Marina e ou embarcações sob a guarda do clube, em seco ou em poita, terão sua contribuição diminuída para R$ 3,37 por m2 ocupado, contra R$ 7,49 em 2015 representando uma redução de 55,01 % por embarcação, tudo conforme rateio definido no artigo 12 de Nosso Regulamento Social e Náutico. O valor segurado do patrimônio e das embarcações bem como o valor médio das embarcações foi mantido em bases suficientes para cobrir eventuais sinistros.
O Yacht Club de Ilhabela encontra-se à disposição dos associados para esclarecer quaisquer dúvidas que possam surgir.
Atenciosamente,
YACHT CLUB DE ILHABELA
Reunião do Conselho Deliberativo
EDITAL DE CONVOCAÇÃO DO CONSELHO DELIBERATIVO DO
YACHT CLUB DE ILHABELA
REUNIÃO ORDINÁRIA
Nos termos do Artigo 62, Inciso I, letra “e” do Estatuto Social, convoco, respeitosamente, os Senhores Membros Efetivos do Conselho Deliberativo do Yacht Club de Ilhabela, para Reunião Ordinária a ser realizada no próximo dia 15 de agosto de 2016, segunda-feira, às 18:30 horas em primeira convocação e às 19:00 horas, em segunda convocação, na Sede do Yacht Club de Ilhabela em São Paulo, Avenida Brigadeiro Luis Antonio nº. 2729, conjunto 1010, na SALA CONSELHEIRO FERNANDO JOSÉ BERGO RODRIGUEZ, para tratar da seguinte Ordem do Dia:
- Tomar conhecimento das atividades da Diretoria.
Como item prévio da pauta desta reunião, serão apreciadas as atas de reuniões anteriores.
Certo da presença dos Senhores Conselheiros, que seguramente qualificarão a reunião;
São Paulo, 04 de agosto de 2016
MARCO ANTONIO FANUCCHI
Presidente do Conselho Deliberativo
Alcatrazes enfim protegida

Finalmente, após mais de 25 anos de lutas e campanhas por parte dos ambientalistas e da comunidade náutica em geral e da vela em especial, o governo federal aprovou a proposta desenvolvida pelo ICMBio com o apoio da Marinha do Brasil, para a criação de uma ampla Unidade de Conservação Marinha no arquipélago de Alcatrazes.
O Presidente em exercício, Michel Temer, assinou o decreto no dia 2 de agosto e criou o Refúgio de Alcatrazes ,uma Unidade de Conservação Integral da categoria Refugio de Vida Silvestre (Revis).
Sendo uma unidade de proteção integral ela permitirá visitas e mergulho contemplativo. Proíbe a pesca de todo tipo e a exploração de recursos naturais em sua área, que abrange basicamente a Área Delta atualmente indicada nas cartas náuticas.

Importância do Arquipélago
Alcatrazes tem grande importância para a preservação da biodiversidade marinha em nossa costa, pois se formou no final da ultima idade do gelo, cerca de 9000 anos atrás, quando o mar se elevou e separou o atual conjunto de Ilhas do continente.
Em todos estes anos muitas espécies de plantas, serpentes e batráquios se desenvolveram de forma diferente das do continente e se tornaram endêmicas no local.
No arquipélago existe o maior ninhal de fragatas do Atlântico Sul, com mais de 8000 delas vivendo e procriando no local, que é também um ponto importante de parada de aves oceânicas migratórias.
Baleias, golfinhos e tartarugas vivem e frequentam as águas ao seu redor, muito ricas em peixes residentes e de passagem.
Regras precisam ser criadas
Os velejadores que participam da Regata Alcatrazes na Semana de Vela de Ilhabela há muitos anos conseguem observar essa maravilha de perto e em breve, quando as visitas e os mergulhos forem regulamentados pelo Plano de Manejo a ser aprovado para o Refugio, toda a comunidade náutica do Brasil poderá ter esse privilégio!
Kelen Leite, do ICMBIO,chefe da Estação Ecológia (ESEC) Tupinambás e que devera acumular a chefia do novo Refúgio, informa que, enquanto o plano manejo não for finalizado e aprovado,o que ainda pode levar certo tempo, nada muda :
"Toda a chamada área Delta de navegação identificada na carta náutica em torno do arquipélago e que hoje se tornou a área do Refúgio tem proibição de pesca e as atividades de visitação e mergulho só vão ser iniciadas apos a definição do Plano de Manejo. Assim é muito importante que todos já respeitem as normas em vigor".

Gestão Compartilhada
O Decreto de criação do Refúgio define que a gestão da nova unidade será feita pelo ICMbio em colaboração com a Marinha do Brasil e a atual chefia devera acumular tanto a gestão do novo Refugio, como a da Estacão Ecológica Tupinambas, que continuará existindo na sua configuração atual.
Da mesma forma que a atual ESEC, a nova Unidade terá, também, um Conselho Consultivo com a participação de órgãos públicos e da sociedade civil, lembrando que o Diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade do YCI, Julio Cardoso é membro do atual Conselho da ESEC:.
"Agora teremos um bom trabalho pela frente para a finalização do Plano de Manejo do Refúgio de Alcatrazes, mas o importante é que ele está criado, já tem uma base e estrutura legal em vigor. Toda a comunidade náutica esta sendo convocada para dar apoio e sustentação, para que possamos atingir os objetivos de preservar Alcatrazes para as gerações futuras e ter a oportunidade de, uma vez regulamentado os detalhes do Plano de Manejo, ver de perto em toda sua exuberância, esse verdadeiro patrimônio ambiental do litoral norte paulista “., conclui Julio Cardoso.
Quem quiser saber mais sobre este verdadeiro paraíso ecológico pode consultar aqui o site do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade, ICMbio, que publicou recentemente uma matéria bastante completa sobre o tema, o histórico dos movimentos de preservação e estudos da biodiversidade da região
Miragem leva o título da Semana de Vela na ORC

Os campeões da 43ª Semana de Vela de Ilhabela, principal competição da modalidade na América Latina, foram definidos nas últimas regatas deste sábado (9), na raia montada na Ponta das Canas, extremo norte da ilha. A competição, que contou com a participação de 136 barcos divididos em 13 classes, foi encerrada em grande estilo, com ventos de 9 a 12 nós, e temperatura na casa dos 23 graus. Alguns resultados, como os vencedores das classes ORC e RGS – categorias de barcos diferentes e que precisam de uma fórmula para calcular o vencedor – demoraram a sair em função da revisão dos resultados.
Depois de muita recontagem, o título da ORC ficou com o Miragem (Paulo Roberto Freire), que somou 37 pontos em nove regatas, três a mais do que San Chico 3 (Francisco Freitas). O comandante Paulo Roberto Freire recebeu a notícia da vitória por telefone, quando ele e sua tripulação jantavam em um restaurante em Ilhabela. ”Ficamos surpresos com a notícia. A gente já estava contente por ter vencido a ORC B e com o segundo no geral. Foi uma conquista muita importante pra gente, pois a tripulação é eclética – formada por catarinenses, gaúchos e cariocas – e muito boa. Fomos campeões da regata mais importante do Brasil com barcos competitivos e rápidos na raia”.
Entre os tripulantes do Miragem, um BB40, estava o campeão do Pan de Guadalajara 2011 na classe Sunfish, Matheus Dellagnelo. O catarinense também foi campeão da Semana de Vela de Ilhabela de 2013 a bordo do Kiron, comandado pelo uruguaio Leonardo Cal.
Na classe IRC Geral, o vencedor foi o Rudá (Guilherme Hernandez) no critério de desempate contra o Asbar IV (Jonas Penteado) – número de vitórias. A equipe, que contou com o reforço de Ernesto Breda, um dos ícones da vela oceânica nacional, venceu três das nove regatas, contra apenas uma do vice. ”Não velejava desde 2013 quando disputei o Mundial de ORC com o Touché, Foi bom voltar para a Semana de Vela e rever os amigos”, disse Ernesto Breda.
As provas deste sábado foram disputadas após o tradicional Desfile dos Barcos no píer da Vila, no centro histórico da ilha. ”A Semana de Vela de Ilhabela é sempre assim! Tem dia de tempo bom, dia de tempo ruim. Pouco ou muito vento. Os velejadores gostam de competições nesse nível”, disse Carlos Eduardo Souza e Silva, diretor de vela do Yacht Club de Ilhabela (YCI).
Monotipos
Na HPE 30, a vitória foi confirmada para o Phoenix (André ‘Bochecha’ Fonseca), que entrou no último dia com 100% de aproveitamento. O barco foi o primeiro em dez das 11 regatas disputadas – na primeira prova deste sábado, o time ficou em segundo lugar. Foram dois títulos num só: da 43ª Semana de Vela de Ilhabela e o do Grand Prix dos 30 pés. “O HPE30 é um barco novo, uma classe que está tentando se desenvolver. O nosso objetivo era trazer todos os cinco barcos para a Semana de Vela de Ilhabela. Hoje eu me sinto vitorioso porque todos estavam velejando, ao longo da semana foram pegando mais o jeito do barco, e o final foi um pouco mais disputado”, disse Bochecha.
Já na C30, o Katana (César Gomes Neto) levou a melhor em sua estreia na classe, com uma vitória e dois terceiros lugares nas últimas provas. “A C30 é a mais disputada das classes oceânicas. Outras tripulações são mais experientes do que a nossa, o que nos dá mais satisfação ainda em vencer a Semana de Ilhabela”, comemorou César Gomes Neto.
A classe estreante J70 teve cinco representantes na disputa com 11 regatas. O Cloud Nine (Phil Heagler) conquistou o título ao superar o Caruru, Tô Nessa, Viking e Cauê.
Campeão paulista e brasileiro, o Ginga (Breno Chvaicer) confirmou o favoritismo e conquistou o bicampeonato da Semana de Vela de Ilhabela. O Ginga abriu a competição com vitória na Regata Renato Frankenthal, domingo (3), e foi o primeiro em nove das dez provas disputadas. ”Foi resultado de muito treino e dedicação da nossa equipe”, disse Breno Chvaicer na véspera.
Classe mais tradicional da vela, com seis medalhas olímpicas para o Brasil, a Star foi a última a estrear na Semana de Vela, na quinta-feira (7). Neste sábado, consagrou como campeã da competição a dupla formada por Jorge Zarif, representante brasileiro da Finn nos Jogos do Rio 2016, e Arthur Lopes. Os dois mostraram 100% de aproveitamento, vencendo as seis regatas realizadas.
Mais campeões
O Asbar (Sérgio Keplacz) foi campeão da RGS Geral, categoria que reúne o maior número de barcos na competição. A diferença para o sucesso, segundo o comandante, foi apostar na força da mão de obra de Ilhabela. ”É muito bom ganhar a semana de vela, principalmente dando a oportunidade para os velejadores que fazem a modalidade acontecer em Ilhabela”.
Na RGS A deu Kalymera (Antonio Paes Leme), na B o próprio Asbar, na C o Rainha Empresta Capital (Leonardo Pacheco) e na Silver o BL3 (Clauberto Andrade).
A briga também foi equilibrada entre os Clássicos – categoria que reúne veleiros antigos e que contaram a história da vela oceânica. Áries III (Alex Calábria) foi o campeão. ”O nosso objetivo é velejar bonito, mas ganhar também é. Estamos satisfeitos com a Clássicos em Ilhabela”, comemorou o bicampeão Alex Cabria.
Na classe Bico de Proa, o Bacanas III (Christian Lundgren) perdeu a última regata para o Tranquilo II (Edison Flávio Thomé), mas no geral levou o título no critério de desempate, que foi a Regata Toque-Toque por boreste, no domingo passado. O pai Christian Lundgren e a esposa levaram as filhas gêmeas a bordo.
A Semana de Vela de Ilhabela começou no domingo (3) com regatas de longo percurso. A Mitsubishi Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil, que teve baleias jubartes e quase nada de vento, foi vencida pelo Sorsa (Celso Quintella) no tempo corrigido e Fita Azul – o primeiro a chegar no Yacht Club de Ilhabela após quase 80 quilômetros até o arquipélago de Alcatrazes. ”Escolhemos o rumo certo e claro que um pouco de sorte sempre ajuda”, falou John King, líder do veleiro do Rio de Janeiro. Na mesma prova, o vencedor no corrigido na IRC foi o Itajaí Sailing Team. No mesmo dia, o Phoenix (André Fonseca) ganhou a Regata Ilha de Toque-Toque por Boreste (45 quilômetros) e o Ginga (Breno Chvaicer) a Renato Frankenthal (35

